Como todo mundo já sabe, é totalmente diferente da atualidade, e acho que épocas passadas chama tanto atenção por conta das mulheres se vestirem tão bem mesmo na crise da II Guerra Mundial, por exemplo. Já comentei em outro post que achava que a moda está em decadência e gostei que muitas leitoras expressaram da mais diversas opiniões e até discordando de mim, e isso para mim é ótimo, pois o blog é democrático. E até entendo que os tempos mudam, tudo muda, mas como grande admiradora que sou do antigo, me pego muitas vezes me perguntando o porque não nos vestimos como antes. Foi uma evolução no mundo têxtil e no mundo da moda, que para muitos foi uma degradação. Esse assunto é muito complexo, mas de uma coisa eu sei, a moda de hoje é buscar referências no vintage, seja qualquer peça de roupa atual que veja nas vitrines, há sempre algo ali que teve inspirações nas décadas passadas.

A priori, a década de 40 foi marcada como dito acima pela II Guerra Mundial(1939-1945), influenciando assim nas roupas. Parece coisas distintas, mas houve grande influência na moda justamente pelas crises econômicas e sociais. As mulheres da época deram adeus aos seus parceiros que foram para a guerra e tudo ficou por conta delas, assim como cuidar da casa e das indústrias. Contudo, foi necessário roupas mais práticas e a maioria delas foram inspiradas nos militares, com seus abotoamento(as vezes duplo), ombreiras, silhueta, cintos. Alguns até com muitos bolsos para servirem de apoio aos afazeres domésticos. Lembrando que eram utilizados tecidos baratos e leves e com cores simples e até reciclados de algum item de casa, por conta do  grande período de racionamento de tecidos. O toque de ''glamour'' e feminilidade da época ficava por conta dos acessórios.

Com o final da década de 40, os vestidos e roupas foram ficando ainda mais acinturados muitos com o intuito de mostrar suas curvas e cuidar mais da aparência, na medida que os soldados iam voltando da guerra. Saias plissadas ou de pregas marcando bem a cintura, com o comprimento um pouco mais abaixo, mas sempre com uma influência bem característica da época que era o militarismo. Os vestidos foram ganhando decotes e mais feminilidade com a vinda da década de 50, que foi marcada pelo glamour.

Fotos: Reprodução





Antes de mais nada eu gosto de dizer sempre que a tag arte no corpo complementa o estilo alternativo que é o blog, sendo assim, dentro desse mundo vintage/retrô eu também admiro tatuagens e tenho 10 delas em meu corpo e planejo fechar um dos braços, me julguem(risos). Há quem não goste, e há quem goste, depende muito da cultura, estilo e ponto de vista de cada um. Porém a tag arte no corpo do blog refere-se a tatuagem como arte, respeitando inteiramente quem não gosta, mas segmentado a quem vê a tatuagem assim como dito. Me limito na tag a falar somente de um estilo que é o Old School, que é tatuagens tradicionais, o estilo da primeira tatuagem ocidental que os marinheiros estampavam a pele há décadas atrás. Que é inclusive o estilo de todas as minhas tatuagens e a preferência de quem curte a cultura vintage.

E falando em Old School, Quyen Dinh está fazendo o maior sucesso e ganhando milhares de fãs, sim fãs. Pois é uma artista atual que está contribuindo para que o Old School não perca totalmente o espaço. Nascida no Vietnã em 1977 e saiu ainda pequena do País refugiada com a família para Califórnia, onde vive até hoje. Mesmo com talento no desenho, durante um tempo de sua vida parou de desenhar para trabalhar e ajudar a família refugiada e acabou se formando na USC School of Cinema/TV em Estudos Críticos de Filme.Mas em 2004, resolveu retomar suas atividades e se dedicar novamente a artes plásticas. Quyen tem como inspiração os desenhos tradicionais Old School, os desenhos são desde marinheiros, sereias, barbeiros, náuticos e até personagens de filmes e séries atuais, todos desenhados a tinha acrílica em suas telas.

Atualmente com 37 anos, tem a sua empresa Parlor Tattoo Print em que vende seus desenhos estampados em posters e até em tela como ela faz inicialmente. Ela faz também trabalhos freelance com criação de logotipos e embalagens de produtos diversos, e também tatua seus desenhos nos clientes em que contratam. Além de poder comprar os desenhos, também é possível adquirir camisetas em seu site com várias ilustrações bacanas. E para quem não conhece o trabalho dela, confira:



Nos anos 40/50 a meia-calça surgiu fortemente nas atrizes de filmes e teatros, porém no início da década de 40 na época de guerra, as indústrias se voltaram para a fabricação de armamento e vestimenta para os militares, alguns produtos do dia a dia das mulheres como roupas, perderam mão de obra e assim ficaram mais difíceis de encontrar, sendo assim nesse período, as mulheres faziam o risco da costura da meia-calça com lápis, o mesmo usado na maquiagem para olhos. Pois na época a meia-calça era produzida com uma peculiar risca atrás e feita com naylon/fibra, aquilo na verdade era uma costura pois não havia ainda todo um aparato para fabricações das mesmas. Um erro que jamais poderia ser cometido na época era a costura da meia torta ou o risco feito com lápis de olho feito torto, o que era considerado um erro na moda ou algo nada legal, pois nessas épocas era priorizado roupas bem feitas, sendo considerado elegante.

A atriz e dançarina Ann Miller(primeira foto) contribuiu bastante para que a meia ficasse ainda mais popular com filmes como: Daddy Long Legs. Mas muitos outros grandes nomes da época já foram clicadas com a meia-calça.


Outra curiosidade da época é que as meias eram feitas com uma espécie de reforço no calcanhar, visando o conforto das mulheres que usavam salto alto, pois naquela época era comum o uso do salto muita das vezes, o dia todo. Existiam muitos formatos, mas o mais popular era o cubano (o primeiro da foto).

E especificamente em 1953, Allen Gran, de Glen Raven Knitting Mills desenvolveu a Panti-Legs, tornando-as ainda mais popular. Então Sr. Ernest G. Rive inventou seu próprio design e em 1956 patenteou a ideia. O design foi adotado por outros, causando disputas nos EUA. E em 1960, começou a ser produzida com elastano, deixando-a mais confortável.


Atualmente, as meias com costura não são mais em alto relevo(não são mais costura) e sim apenas uma risca com tom mais escuro da meia-calça para fazer uma releitura do modelo, hoje é um item muito usado por quem aprecia o estilo vintage/retrô, pois nos deixa ainda mais próximas da moda dessas décadas.
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